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	<title>Amanda Maia</title>
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	<description>A garota semiologia</description>
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		<title>Indo para a Escola Fada Sininho, aos 5 anos</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 14:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Olhar do Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Calçada de kichute, minha mãe era fanática. Lembro perfeitamente dessa pasta com os caracóis na frente. Dediquei muito de mim a enteder essa pasta. Essa jardim também é parte fundamental da construção da artista que sou. Costumava passar horas e horas nesse lugar, inventando personagens e universos paralelos. E, é claro. A companhia do meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.teatrosaladistar.com/amandamaia/wp-content/uploads/2010/08/I-Eu-1985-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-42" title="Amanda e Rafael Maia, 1984" src="http://www.teatrosaladistar.com/amandamaia/wp-content/uploads/2010/08/I-Eu-1985-2.jpg" alt="" width="789" height="615" /></a></p>
<p>Calçada de kichute, minha mãe era fanática. Lembro perfeitamente dessa pasta com os caracóis na frente. Dediquei muito de mim a enteder essa pasta. Essa jardim também é parte fundamental da construção da artista que sou. Costumava passar horas e horas nesse lugar, inventando personagens e universos paralelos.</p>
<p>E, é claro. A companhia do meu lindo irmão, Rafael Maia e seu sorriso de ouro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Escola de Teatro da UFBA: o mergulho através do espelho</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 19:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memorial Artístico]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando finalmente percebi que havia mergulhado em um sonho, o maior e mais intenso até aqui, precisei diminuir as minhas atividades profissionais. Além do mais, o primeiro semestre na Escola de Teatro produziu em mim, na mesma medida, um enorme fascínio e um enorme temor. Felizmente, o enviado de Dionísio que estava à porta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando finalmente percebi que havia mergulhado em um sonho, o maior e mais intenso até aqui, precisei diminuir as minhas atividades profissionais. Além do mais, o primeiro semestre na Escola de Teatro produziu em mim, na mesma medida, um enorme fascínio e um enorme temor.</p>
<p>Felizmente, o enviado de Dionísio que estava à porta de entrada era um dos maiores mestres da Universidade Federal da Bahia: Luiz Marfuz. Tê-lo como coordenador do Módulo 1 de Direção Teatral foi fundamental para prosseguir. Foi um período de muita produção acadêmica.</p>
<p>A turma teve a oportunidade de vislumbrar panoramicamente pontos basilares de toda a história do teatro, além de tomar um banho de peças teatrais e referências cruzadas com outras formas espetaculares. Participamos da abertura do Fórum Mundial de Turismo, evento dirigido por ele, onde pudemos perceber as dimensões imensas que o teatro pode tomar.</p>
<p>Outros professores valorosos estiveram nesse primeiro caminho: a colossal professora e dramaturga Cleise Mendes, o extremamente competente professor, cenógrafo, iluminador e diretor Eduardo Tudella e o talentosíssimo ator e professor Gideon Rosa. Mas, indubitavelmente, os ensinamentos do mestre Luiz  Marfuz marcarão a minha vida profissional, aliás, a minha vida.</p>
<p>Vale ressaltar que a nossa turma de Direção Teatral marcou a história da Escola de Teatro, pois somos a 1ª turma de uma nova metodologia do ensino superior de teatro que passou a ser aplicada: o sistema modular. A princípio essa condição de pioneiros, cobaias, “pilotos de teste” foi amarga de aceitar. Contudo, passamos de “ressentidos a revoltosos”, expressão citada mais tarde em outra turma pelo professor Marfuz, e assumimos a condição e a responsabilidade de sermos “camundongos”, alcunha que adotamos.</p>
<p>Muito do que vivemos não pôde ser experimentado pelas demais turmas que vieram, como por exemplo, a montagem de “Noite de Reis”, de William Shakespeare, no Módulo 3. Assumimos a dez mãos a direção de um espetáculo inteiro, com um elenco de 12 atores. O processo foi verdadeiramente caótico, mas fundamental para nossa formação, destruindo qualquer ilusão de que a vida teatral é um lindo jardim harmônico e pacífico. Para mim, em particular, foi importante confrontar esta com experiências anteriores, avaliar o que pode ou não fazer um grupo funcionar, e assumir a certeza de que apenas com muito censo coletivo e verdade um processo se finaliza de forma saudável.</p>
<p>Utilizando o sofrido aprendizado do Módulo 3, entramos no 4º semestre coordenados pelo professor Gláucio Machado. Já mais segura no meu caminhar acadêmico e ávida por encontrar respostas a meus questionamentos artísticos, encontrei neste módulo a oportunidade de testar o conhecimento acumulado até então. Finalmente dirigindo novamente uma peça teatral sozinha, “Uma Palavra por Outra”, de Jean Tardieu, e consistentemente embasada pelos professores Marcos Barbosa e Juliana Ferrari, enfrentei mais um processo, consolidando um caminho, um estilo de direção teatral.</p>
<p>Outro aspecto importante deste semestre foi o enfrentamento de avaliações, muitas vezes desfavoráveis, que propiciaram um amadurecimento artístico. Segundo a professora de Evolução do Espetáculo e Pesquisa em Direção Teatral, Caroline Vieira, o que faltava era prática. Percebi que estava tão embevecida de toda a carga teórica que me afastava da etapa de realização efetiva. O coordenador do módulo questionou aspectos da peça que confirmaram esta reflexão, à peça faltava tempo-ritmo, um maior cuidado com a disposição espacial da cena, uma justificativa para o uso de certos elementos.</p>
<p>Enfim, havia a necessidade de exercitar, de retornar à prática para aplicar a teoria adquirida. Eu precisava me tornar algo que só havia tomado consciência do significado na academia: uma encenadora. Incentivada por alguns professores inscrevi uma cena no projeto “Ato de 4”, mantido pela Escola em coordenação conjunta entre alunos e professores. O projeto é o espaço oficial de experimentação, as cenas ficam em cartaz durante 01 (um) mês, e tem um público formado e fiel.</p>
<p>Já que era o momento de experimentar, resolvi não só dirigir, mas também encenar um texto de minha autoria. Não um texto produzido por encomenda ou produto final de um processo de trabalho, e sim um que expressasse as minhas necessidades de expressão e, inquietações, que estivesse em consonância com a minha identidade artística.  Assim foi concebida e realizada a peça teatral “O Jardim Secreto”, no mês de Agosto de 2006.</p>
<p>Obviamente, uma cena em um projeto da Escola não me tornaria uma encenadora. Este é um caminho longo a ser trilhado, acredito que na academia a estrada é apenas preparada, o caminho é percorrido depois. Contudo, a experiência de colocar um ponto de vista no palco, através de todos os elementos disponíveis e em consonância, e vê-los dialogar com o público é o verdadeiro e gratificante exercício.</p>
<p>Durante o processo de “O Jardim Secreto” pude também perceber sobre o que me move enquanto artista: a minha via de realização não são os aplausos e a aceitação da platéia, e sim uma experiência estética intensa, muitas vezes talvez repulsiva, mas sem dúvida penetrante, que induz ao auto-indagamento, à auto-reflexão. O que move é a possibilidade de desafiar. Não só à platéia, mas aos atores que trabalham comigo, e é claro, à mim mesma.</p>
<p>No 5º semestre da caminhada acadêmica pude me defrontar com esta constatação. Um exercício estético frio, buscando o detalhe e o preciosismo, a perseguição do posicionamento correto dos dedos do ator em cena, a justificativa de cada movimento, de cada olhar, de cada mudança de entonação, uma cena de 03 (três) minutos vista com uma lupa: o exercício de “Os Fuzis da Senhora Carrar”, de Bertolt Brecht, sob a coordenação de Eduardo Tudella.</p>
<p>Os primeiros contatos com essa metodologia de trabalho foram aflitivos, pareceu-me um retrocesso, um cerceamento desnecessário. Com o andar da carruagem, percebi que este era o grande desafio: aprender algo, no mínimo, diferente, e fazer funcionar. O depoimento do ator Ricardo Fariah reflete bem este momento conturbado:</p>
<p>“Quando começamos o trabalho na cena de “Os fuzis da senhora Carrar” achei que Amanda era uma diretora confusa, meio que sem saber ao certo o que buscava. Passando um tempo, retornei a analisá-la, e percebi que ela não era confusa, era delicada demais, sensível demais. Não que isso seja ruim, mas faltava uma firmeza para deixar claro para o ator aquilo que ela realmente queria. Ao fim de tudo, ela conseguiu ser delicada e firme ao mesmo tempo. Gostei muito e espero repetir a dose mais vezes”.</p>
<p>Tive que me perguntar: é possível fazer teatro sem paixão? O Módulo 5 de Direção Teatral com certeza serviu para mostrar o quanto há a aprender, o quanto a Academia não nos ensinará, o quanto temos que construir sozinhos. E ao mesmo tempo, como nosso coordenador Tudella diz, “como leva tempo para construir a naturalidade”. O teatro, afinal, não é mágica, Dionísio não nos salvará, nem tudo dará certo ao final, se não houver trabalho árduo, dedicação, compromisso. O professor Luiz Marfuz, em <em>feedback</em> quanto a esta Mostra, diz:</p>
<p>“Parabéns pela mostra da cena hoje. Revela cuidado, atenção ao detalhe, ao ator e um sentido preciso de <em>timing</em> e tensão, algo imprescindível no fragmento que escolheram e no caminho estético que determinaram. Aproveitem ao máximo o aprendizado deste experimento para estendê-lo a outras práticas”.</p>
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		<title>De melissinha, aos 2 anos</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 13:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Olhar do Tempo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src='http://www.teatrosaladistar.com/amandamaia/wp-content/plugins/simple-post-thumbnails/timthumb.php?src=/amandamaia/wp-content/thumbnails/4.jpg&amp;w=200&amp;h=150&amp;zc=1&amp;ft=jpg' alt='post thumbnail' /></p>
<p><a href="http://www.teatrosaladistar.com/amandamaia/wp-content/uploads/2010/08/Amanda-Maia-e-Rafael-Maia-1981.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5" title="Amanda Maia e Rafael Maia (1981)" src="http://www.teatrosaladistar.com/amandamaia/wp-content/uploads/2010/08/Amanda-Maia-e-Rafael-Maia-1981-300x242.jpg" alt="" width="300" height="242" /></a></p>
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